O Chile pode ser considerado um modelo
de educação sendo o país melhor da América Latina classificado no Programa
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) nas últimas três edições. A
educação em tempo integral, oferecida em cerca de 85% das escolas é um dos
fatores responsáveis pelo sucesso do País
A abrangência do Sistema Educacional
Chileno é praticamente universal, como ocorre em países desenvolvidos. A
matrícula na Educação básica (EBG) atinge o número de 99,7% das crianças com
idade entre 6 e 14 anos. No caso da educação secundária a cobertura de
matrícula é de 87,7% dos adolescentes entre 15 e 18 anos. No Chile, 57%
dos adultos com idades entre 25 e 64 anos completaram o ensino médio, abaixo
da média da OCDE, de 75%.
A educação no Chile adotou
como política pública, principalmente a partir do governo de Augusto Pinochet:
- estabelecimento de sistemas de exame seletivo e de avaliação;
- recomendação de sanções;
- realização de estudos sobre a educação superior.
Nos últimos cinco anos, houve duas
grandes ondas de manifestações sobre o estado da educação no país. Nos últimos
20 anos, mais de 800 escolas municipais fechadas e apenas 36 por cento dos
alunos são matriculados em escolas públicas, segundo estatísticas de 2013.
A educação chilena é regida pela Lei
Geral de Educação de 2009 (LGE), que sucede a Lei Orgânica Constitucional de
Ensino (LOCE): Dividida em quatro fases, sendo que as três primeiras são obrigatórias
I.
Pré-escola: Para crianças com até 5 anos de idade,
opcional para a 1ª série.
II.
Educação básica, (Enseñanza básica) para
crianças entre 5 e 13 anos de idade, dividida em oito séries.
III.
Educação média, (Enseñanza media) para
adolescentes para 13 a 18 anos de idade, dividida em quatro séries. Tendo dois
tipos:
a)
Aproximação humana-científica: No Terceiro Médio
(11ª série) na escola secundária, os alunos podem escolher uma especialização
em ciência (matemática, física, química, biologia), ou humanas (literatura,
história, sociologia), o que significa que eles terão mais lições naquela área
de sua escolha.
b)
Educação técnico-profissional:
Estudantes recebem uma educação extra nas chamadas áreas técnicas, como
eletricidade, mecânica, metalúrgica, etc. Esse segundo tipo de educação é mais
típico de escolas públicas, que dá aos estudantes de áreas mais pobres a chance
de trabalhar.
IV.
Universidade, um sistema dividido em
universidades públicas (ou do estado), e um sistema privado.
Avaliação da qualidade
Os níveis de pré-escola, básico e médio do sistema educacional, assim
como os centros de formação técnica da educação superior, são regulados e
controlados pelo Ministério da Educação.
O
Conselho Nacional de Educação (CNE) tem como principais funções se posicionar
sobre a solicitação de reconhecimento oficial das universidades e institutos
profissionais, verificar seu desenvolvimento, estabelecer sistemas de exame de
seleção e validação de créditos, recomendar sanções e realizar estudos sobre a
educação superior.
Desde
2004
se iniciou um processo de avaliação da qualidade da educação superior através
da Comisión Nacional de Acreditación de Pregrado (CNAP). A lei nº
20.129 de 2006 estabeleceu um sistema nacional de avaliação da qualidade
do ensino superior (CFT, IP e universidades) de responsabilidade da Comisión Nacional de Acreditación (CNA-Chile). Seus principais
objetivos são a avaliação institucional e avaliação de carreiras e programas da
educação superior.
O
direito à educação e à liberdade de ensino estão assegurados na Constituição
Política da República. Ou seja, para ter reconhecimento legal, os
estabelecimentos particulares devem cumprir com os objetivos fundamentais e
requisitos mínimos obrigatórios, que estão prescritos nos artigos 15 a 20 da
LOCE. Estes requisitos e normas são estabelecidas pelo Ministério da Educação, após informe prévio do CNE.
Amigos
leitores, por hoje é só!
Fonte:Wikipedia
Autor: Professor Clairton Lourenço Santos
Data: 01/04/2017
SÉRIE:O FOCO É A EDUCAÇÃO

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