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Preocupados com a
qualidade do ensino, muitos diretores concentram sua atenção na resolução de
problemas relacionados a formação de professores, aquisição de material
didático, infraestrutura etc. Tudo isso é muito importante. Contudo, questões
que não são tão facilmente mensuráveis às vezes são deixadas de lado. Alguns
exemplos: os docentes acreditam no potencial dos estudantes? E a capacidade dos
professores em ensinar bem é reconhecida? O que os jovens comentam sobre o
local em que estudam quando estão em casa ou com os amigos? Diretor do programa
de liderança de Educação Urbana na universidade de Columbia, Brian Perkins analisou
as impressões de cerca de 30 mil alunos e 5 mil professores e gestores de
instituições norte-americanas. Ele constatou que o bom desempenho dos estudantes
também depende da confiança que diretores e professores têm na capacidade de
eles aprenderem e das impressões positivas que têm da escola em que estudam.
Na
definição de Perkins, o clima escolar depende de três fatores: da estrutura
física, das relações entre as pessoas e do que ele chama de atmosfera psicológica.
Compõem esses dois últimos itens o respeito, a confiança entre os pares, o
acolhimento e a sensação de segurança. Claro que a construção de um bom
ambiente depende da atitude de todos e de cada um. Porém cabe ao diretor
reforçar a ideia de que todos são capazes de aprender e incentivar a boa
convivência. “Quando há uma liderança e ela é bem exercida, a harmonia vira
parte da cultura do lugar e continua mesmo depois de o gestor deixar o cargo”,
explica o pesquisador.
Disponível em: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/430/brian-perkins-discute-a-influencia-do-clima-escolar-na-aprendizagem

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